13 de dezembro de 2010

Momento Calado

E se for pra morrer de amor, que seja. Calado.
E se quiser me entender, ouça a música que sempre volta a habitar meus pensamentos,
pelos mesmos motivos. http://youtu.be/wsST_dcvecc

28 de outubro de 2010

Tentando desabafar

Nem estou com tempo pra escrever aqui, confesso.
Mas houve uma conspiração do universo, uma sequencia de fatos que me trouxeram aqui.

Era uma manhã diferente. Por mais estranho que possa parecer,
a minha manhã tinha sido mais produtiva e interessante que o resto do meu dia.
Li uma carta, de um pai estilhaçado, como vidro, com a morte do filho.


E aí me veio o velho e insistente incômodo com o que eu estou fazendo da minha vida.
"O que se leva da vida, é a vida que se leva"
E a pior das perguntas: O que as pessoas pensam de mim?
Isso me machuca tanto.

Será que eu tenho sido o filho, neto que esperam?!
Será que eu tenho sido o irmão que necessitam?!
Será que eu tenho sido o namorado ideal?!
Será que eu tenho sido o amigo leal?!

Talvez sim, talvez não. Mas a certeza que eu tenho, é que eu tento.
eu tento agir como querem que eu aja, eu tento ajudar como esperam que eu ajude,
eu tento beijar como necessitam que eu beije, eu tento abraçar como confiam que eu abrace.
E por tentar tanto, acabo tentando tudo, e por isso errando, e errando feio,
principalmente com quem eu não poderia errar.

E os sentimentos fragmentados (e confusos) expostos aqui,
acabam por instaurarem um suspense em mim.
Suspense que me angustia a cada respirar.

Bom, tentarei consertar o inconsertável.

14 de outubro de 2010

Dreams...

Vale uma explicação:
Criei um Tumblr, e agora (para falar sobre os meus devaneios)
tenho dois ambientes. (passe em casa: fsoares)

Porém lá, eu tenho um ambiente mais adepto à imagens,
e pequenos títulos que possam dizer algo sobre os meus pensamentos.
E aqui posso compartilhar sentimentos específicos,
descritos em palavras (que confesso, são minha paixão).
Mas, nada impede que eu escreva lá, alguns textos,
que possam ter ligação com a imagem apresentada,
porém, se isso fizer, não deixarei de publicar aqui,
os meus devaneios descritos em palavras.

just this.


Aquela noite eu senti o tal frio na espinha,

desses que te fazem tremer sob o cobertor.
Eu deveria estar acostumado, passava por isso quase todo mês.
Engana-se quem acha que é ruim.
Pelo contrário, é um dos sentimentos
mais entusiasmantes que eu já experimentei.

Mas aquela noite eu sabia que era o fim,
talvez não o ponto final, mas a vírgula com certeza.
E por saber ser o fim, me senti diferente.

É complexo esse assunto:
Até onde deve se apoiar os sonhos de uma criança?
Sabe-se que talvez ela não saiba lidar com a frustração.

E assim eu passei anos da minha vida,
como se dormindo de olhos abertos.
Sabe aquele brilho nos olhos? Não sei!
Falta-me atitude pra mudar.

E aí, eu ouço certa música,
e o fogo baixo vira fogueira.
E eu entendo que a luz que acabou de nascer,
é porque aquela de trás apagou.

“Vamos começar colocando um ponto final,
pelo menos já é um sinal,
de que tudo na vida tem fim.
Vamos acordar, hoje tem um sol diferente no céu,
gargalhando no seu carrossel,
gritando nada é tão triste assim.

Tudo novo de novo,
Vamos nos jogar onde já caímos,
tudo novo de novo,
Vamos mergulhar do alto onde subimos.

Vamos celebar nossa própria maneira de ser,
que a luz que acabou de nascer,
é porque aquela de trás apagou.
Vamos terminar inventando uma nova canção,
nem que seja uma outra versão,
pra tentar entender que acabou.”

- Tudo novo de novo (Paulinho Moska) -

13 de outubro de 2010

12 de outubro

Somos assim.

Aquele casal que se entende, basta um olhar.
Se deseja, se ama e ponto final. Não há quem diga o contrário.

Amo aqueles seus defeitos de mulher,
que nem preciso dizer quais são.
Amo a irritação momentânea que eles me causam.
Bobagem?! que nada, como dizia Cássia Éller:
Bobeira é não viver a realidade. E é bem verdade.
Eu esperei tanto por essa noite, e que bom que ela chegou.
Bem ou mal, era 12 de outubro, dia de fazer uma criança feliz,
Mas é injusto da minha parte limitar a uma noite.

E quando você me olhou nos olhos e por ali me disse
o que eu precisava ouvir?!
E quando passamos frio juntos no velho restaurante do canal?!
E quando ouvimos histórias ilárias no rádio e rimos juntos?!
Você não percebe? Estar junto de ti me faz feliz.

Não, não é um pedido de desculpas, você não permite,
é, na verdade, uma admissão de culpas.

Don’t look me with a sad eye, i can’t stand.
 
 

25 de setembro de 2010

Carta de Aniversário

Dia 19.09, foi aniversário do meu pai,
mas infelizmente, não pude estar com ele na hora da festa,
e por isso resolvi escrever essa carta,
pra poder me expressar melhor, e dizer de verdade,
todo o "orgulho que eu sinto de ser seu filho".
A carta:

"Que pena que eu não pude estar aqui hoje pra comemorar,
com todo mundo, essa data tão especial pra todos nós.



A data do aniversário de nascimento de uma pessoa
que é simplesmente insubstituível, não só na minha vida,
como na de muita gente, e à quem sou altamente dependente
(no lado bom da coisa).



Dependo do seu sorriso pra sorrir depois,
dependo do seu abraço pra me sentir seguro
a dar a minha cara à tapa e saber que sempre haverá alguém
com que posso contar.



Dependo do seu olhar de aprovação
pra qualquer que seja o passo que eu vier à dar,
dependo do seu carinho pra sentir que está tudo bem,
e que não importam os problemas que eu tenha,
sempre há uma pessoa pra quem posso, no mínimo, desabafar.



Ah Pai, se o senhor soubesse
o quanto eu sinto orgulho de ser seu filho.
Por tudo que o senhor conquistou com todo o esforço
que só o senhor sabe o quão sofrido foi.
Por tudo que passou, atingiu.
Mas principalmente por passar por tudo isso
com a força de vontade e o sorriso, às vezes até visionário,
de um cara que acredita na força da família.



Obrigado por tudo que o senhor representa pra mim.
Mais que um Pai, assim como a dona Cristina
e os dois palhaços que me divertem todos os dias,
é o melhor amigo que eu jamais poderia imaginar em ter.
Que linda família eu tenho...



De seu Filho que daqui a pouco tá chegando por aí,
Fernando"

1 de setembro de 2010

Rainha de mãos pequenas

Sabe aquele olhar que te entende?
Aquele olhar de quem sabe exatamente quais serão suas atitudes,
quais serão seus próximos passos,
porque te conhece bem, te conhece muito bem.

E não te critica, não te repreende.
Te aconselha, sim. De leve, é quase que imperceptível,
como aquela brisa que te faz fechar os olhos e refletir.
Te admira e se interessa por você.

A minha rainha. De mãos pequenas e gargalhada envolvente.
Que conhece o que é se divertir, e o que é divertir os outros.
Tantas vezes carente, todas as vezes forte e corajosa,
ahhh como eu te admiro, Conceição.

Adoro seu amor infinito, e seu sorriso pequeno.
Adoro quando faz minhas vontades,
nem que seja um suflê de chuchu no almoço de domingo.

É só te olhar que eu sinto paz,
que bom que está aqui.
Eu te amo, mil vezes mais que a mim.

16 de agosto de 2010

O prático

Eu juro que não te entendo.
Te possibilito controlar o jogo sem ao menos fechar a cara,
e parece que cometi o erro, você quem fecha a cara,
e desvia o olhar, como se esperasse uma oportunidade
pra despejar suas opinião antigas,formadas por atitudes suas,
não minhas.

Se suas escolhas lhe fizeram feliz,
não significa que o meu caminho deve ser o mesmo.
Não quero andar em trilhas já feitas,
quero me aventurar em terras desconhecidas.
Quem sabe não foi o desconhecido sendo descoberto
que lhe mostrou a felicidade?
Os tempos são outros...



Por que tuas opiniões me afetam tanto?
Basta um sorriso não devolvido e minha cabeça não pára,
alienado à quem importa no momento.
Já tenho tantas preocupações,
e seus olhos baixos só fazem aumentar minhas incertezas.

Pára. Pára de insinuar que suas verdades são absolutas, aliás,
quando o assunto é sentimento, que verdades existem?
Nada é tão prático como diz.